
Apenas um
janeiro 25, 2012Eu era Outro. Será? Será que o Outro não fora Eu, porém não notado? O que faz o Eu e o Outro serem diferentes? Agora tenho certeza que sou Outro, da mesma forma que tenho certeza que sou Eu. Não há diferença. Talvez nas atitudes sim, mas não na causa de tudo, na energia que sempre me impulsionou. Nisso eu sempre fui Eu, mesmo tentando ser Outro.
Portanto, afirmo: sou da mesma forma o Eu e o Outro, apesar de parecerem opostos. Há alguma regra que diga que tenho que ser um e não todos ao mesmo tempo?
O que te encantou outrora foi o Outro, agora sou Eu. No entanto, o que você não parou para pensar é que somos o mesmo, nunca se esqueça disso! Eu tenho os dois; eu quero os dois; eu sou os dois. E quem diz isso às vezes é o Outro, às vezes Eu. Mas não importa… Só interessa mesmo o que é dito, aliás, o que é (sem o dito).
Não se engane outra vez ao comparar um ao outro, pois jamais seremos o mesmo e sempre seremos os dois. Não há escolha, só aceitação. Você que conheceu tão bem um e outro, ou melhor, o Outro e o Eu, deve saber mais do que qualquer um o Outro que fui e sou e o Eu que sempre serei. Somados. Compartilhados. Renovados.
Não há cartilha a seguir, não é necessário manual. Há só o que é (e não precisa ser dito), pois o é simplesmente é.
Eu não era Outro, continuo sendo. E o sou da mesma forma que o Eu, que sempre esteve lá, mas não havia sido notado. Sempre estivemos aqui, ambos, opostos sim, mas juntos. Pois somos apenas um. Eu.
