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Jongo

Outubro 25, 2007

cinema de jongo

Às vezes sinto como se vivesse num mundo imaginário, onde as pessoas andam acima de nossas cabeças e falam jongonês. Tudo é ao contrário. Crianças não sabem rir e os animais, exceto os cachorros domésticos, choram toda vez que vêem TV. Fico triste ao saber que Jongo (o mundo ao qual me refiro) só existe nos fins de semana. O melhor de lá é que a religião e o social não são levados tão a sério. Contudo, é bom tomar cuidado para não ignorar qualquer procedência, pois toda vez que um feixe de luz passa sobre as cabeças de seus habitantes (miradas para o alto) e mais um espectro é lançado no universo, todos se sentam imediatamente e fazem silêncio. Ninguém comenta sobre isso, mas percebe-se o respeito aos novatos.

Por não haver uma única escola tradicional e uniforme, todas as palavras têm milhares de significado, mesmo só havendo uma língua. A única coisa que une e deve ser respeitada por todos é quanto a imagem. Em Jongo, uma imagem jamais pode ser subjetiva, é como uma lei a ser seguida e apreciada. As salas de cinema são centros de confraternização e existem em cada esquina. Os atores são príncipes, e os diretores, reis. Somente no cinema pode-se conhecer as verdadeiras leis, mas nem por isso se faz obrigatório a presença de todos. E todos comparecem. É emocionante ver a dedicação e preocupação geral nesta vasta e única comunidade.

Queria não ter que deixar esta realidade (sim, porque tudo isso é real), mas tenho que fazê-lo toda segunda-feira. Passo a semana inteira pensando no dia em que voltarei a Jongo e torço para que os dias se apressem, mas quase nunca isto acontece. É certo que não se trata de um mundo perfeito, nem ideal, mas é o mundo imperfeito no qual quero viver todos os dias da minha vida. Não sei se um dia isso vai acontecer, mas enquanto não acontece, vivo os dias a esperar pelos fins de semana.

Um comentário

  1. pq eu só tenho amigo doente?
    huahuahuauh
    partiu jongo amanhã??
    já eh sexta!!



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